Mercado pede ajuda a Grécia, e compara situação ao do Lehman Brothers

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O dólar abriu a semana cotado a R$ 1,766, ante a taxa de fechamento da sexta feira de R$ 1,733, alta de 1,90%, com a percepção do mercado mundial que a Grecia é a mais nova candidata ao “default”, devido a falta de medidas nos cortes dos gastos públicos, que inviabiliza o recebimento de uma nova parcela dos recursos oriundos do pacote de ajuda da Comunidade Europeia e FMI. A comparação que os mercados fazem da Grécia, é que ela poderá ser o estopim de uma nova crise financeira-bancaria, tal como foi o LEHMAN BROTHERS para a crise de 2008.

Bolsas asiáticas fecharam em fortes quedas, decepcionadas com noticias da zona do Euro, que não trouxeram nenhu ma nova esperança ou medidas mais ousadas para a solução da crise da divida na região. Bolsas Europeias operam em fortes quedas com a piora da crise e fortes indícios de que a Grécia deverá tomar uma “decisão histórica”, conforme ministro das finanças da Grécia, e que irá comprometer a situação do euro e de grandes bancos da Europa. Bovespa deverá operar em queda em vista do mau humor que impera nos mercados internacionais, que reduzem suas exposições e se voltam para os títulos americanos e para ouro, importante ativo físico, que bate recorde atrás de recorde com suas altas de preço.

Dólar por aqui continua acompanhando a cena externa, com especial atenção na crise da Europa, que não tem fim para acabar, soluções mil agrosas não aparecem da noite para o dia, e portanto essa volatilidade deve persistir no curto prazo. A força do dólar nesses últimos dias tem um fator especulativo, tempo em vista a formação da massa das posições compradas e que portanto exige que os agentes mantenham o real desvalorizado, para se beneficiarem desse novo preço. O ingresso de divisas continua forte, nas palavras do presidente do BACEN, TOMBINI, portanto não dá para entender um dólar que subia com consistência até o inicio do mês a R$ 1,604, tenha valorizado mais de 10% em duas semanas, incluindo a semana do COPOM com o corte de 0,50% nos juros básico.

Treviso Coretora

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