Mais uma vez, Grécia preocupa e mercado sofre
Bom dia, dólar abriu o dia cotado a R$ 1,816, acompanhando com cautela os movimentos dos mercados internacionais que continuam as voltas com os problemas da Grécia e a falta de soluções ousadas para seu equacionamento. A proposta de um calote controlado, em que os investidores teriam 50% de prejuízo não deve prosperar, pois isso desacreditaria a região como fonte de rendimento, tal como aconteceu com a Argentina, anos atrás, e que até hoje sofre com essa decisão, onde faltam recursos de investimentos diretos por conta dessa desconfiança. Euro em leve alta frente ao dólar, cotado a 1,3512 equivalente a R$ 2,4835. Dados econômicos americanos são esperados com expectativas para hoje, mas não devem influenciar no mercado de hoje que apresenta muita volatilidade na abertura. Não esquecendo que o mercado vendeu muito dólar na sexta e aproveitaram a queda do dólar hoje no mercado eletrônico da BMF, que bateu na mínima de R$ 1,812 para repor suas posições, e obter lucro com certeza, com essa rápida mudança de humor do mercado local.
Bolsas asiáticas fecharam em queda novamente com temores sobre a situação da Grécia e se os esforços da Comunidade Europeia teriam sucesso para evitar maiores problemas à economia mundial, que neste momento ensejam decisões mais ousadas para solucionar definitivamente a crise da região. Bolsas na Europa abriram em alta embaladas pela possibilidade do fortalecimento do fundo de resgate da zona do Euro para conter a crise da divida, mas não se descarta uma crise bancaria, caso não seja ampliado os esforços para aumentar o capital dos grandes bancos envolvidos com títulos soberanos do bloco econômico. Bovespa deve acompanhar os mercados externos e poderá recuperar perdas nos últimos dias.
Dólar por aqui continua refletindo na cotação do dólar, com bastante clareza, os acontecimentos nos mercados externos, e sob pressão da possibilidade da intervenção do BACEN, que mantem o mercado sob controle com sua nova postura, e com rédeas curtas, para tentar conter a especulação. A nova preocupação do BACEN, passou a ser a rápida desvalorização do real, pois com o dólar em alta, aumenta as chances dos empresários, para recuperarem seus prejuízos da importação e dos investimentos realizados por suas companhias na ampliação de seus parques industriais com vistas a acompanhar o crescimento da economia local, iniciarem um movimento de repasse para os preços dos produtos importados que fatalmente irá culminar em uma maior alta da inflação por aqui. E será que com isso ocorrendo, haverá ainda espaço para a queda do juros iniciada pelo BACEN?
Bons negócios,